terça-feira, 30 de outubro de 2007

Meu amigo Sergio Buccini

Conheci o amigo e excelente luthier Sergio Buccini em 1995, por intermédio de outro amigo, o Joe Moghrabi. Eu tinha uma Fender 1973 creme e levei-a para uma manutenção, coisa que eu não fazia em minhas guitarras por não conhecer os benefícios desses simples cuidados.

Fiquei impressionado com o serviço, e com o atendimento respeitoso e extremamente ético. A partir desse dia (ou há doze anos), só levo minhas guitarras pra serem cuidadas pelo Sergio, que trabalha sozinho numa agradável casa no Itaim Bibi. Já salvei várias guitarras com ele, além de ter feito reformas importantes no meu violão Del Vecchio da década de 40 e na viola Del Vecchio de 10 cordas de 1977 - e sempre fiquei muito satisfeito.

O Sergio foi também o principal responsável pela minha ligação com o Instituto In Concert, que adotou meu método de ensino de guitarra a partir desse ano - e que funciona no mesmo endereço da oficina. Darei maiores detalhes em posts futuros, aguarde.

Hoje, ele me mandou um texto sobre a importância da manutenção dos instrumentos e faço questão de copiá-lo logo abaixo. Aproveite!


"O oficio de Luthier é um dos mais autênticos e antigos do mundo.
Entre reformas, restauros e consertos específicos, nós luthiers, fazemos também, aquilo que o mercado chama de "regulagem", ou seja, na linguagem técnica profissional, "manutenção" do instrumento de corda em questão, serviço de grande importância, desde que seguidos os padrões internacionais de exigência.
A palavra já diz tudo; o serviço visa cuidar, acurar, melhorar, preservar, conservar etc etc etc, manter o instrumento vivo, e em perfeita condição de uso.
Oque destaca um bom instrumento dos demais, seja guitarra, baixo ou violão, é o processo de manutenção que ele recebeu com o passar do tempo.
Infelizmente algumas pessoas ainda acham que levar o instrumento para um profissional a cada quatro meses é um desperdício, mais uma forma de se gastar dinheiro inventada pelo mundo novo!...lamentavelmente, triste engano! Talvez estas pessoas não tenham se dado conta que "tudo" na vida exige "MANUTENÇÃO"! ...desde a roupa que pagamos baratinho (baratinho???) até o coração de quem mais amamos!!!
Por mais que se cuide bem de um instrumento de cordas pela estrada da vida, os olhos e as mãos do profissional de carreira se fáz indispensável.
Hidratação de madeiras abertas, realinhamento de braços para que nunca empenem, retificas de trastes, solução de eventuais problemas elétricos, preservação de ferragens, estes são apenas alguns dos itens dos quais cuidamos e que "fazem a diferença" com o passar dos anos em relação ao bom instrumento; às vezes, até aquele que não é tão bom de origem acaba se tornando "muito interessante" devido a estes cuidados.
Por mais zeloso e cuidadoso que seja o dono, os anos de experiência de um profissinal permitem prever e acertar muitas coisas que ampliam a vida útil do instrumento. O exercício diário do oficio e muito estudo nos confere esta certeza.
Muitos me perguntam se é verdade que "...quanto mais velho o instrumento melhor sua tocabilidade e sonoridade..."!!!! e a resposta é uma só.
Se foi bem cuidado, sim; do contrario representa apenas "uma coisa antiga" de utilidade duvidosa.
Se há esforço pra se dedicar ao estudo da música, se houve esforço para se adquirir um verdadeiro instrumento musical, que haja também o mesmo empenho para mantê-lo "vivo", oque justifica todo o resto.
O ditado diz claramente: _"Quem ama, cuida!".

Sergio Buccini

Contatos: sergiobuccini@gmail.com

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Vários assuntos

CREATIVE GUITAR

O curso Creative Guitar foi um sucesso. Foram três dias de correria que valeram muito, passando por São Paulo, Campinas e Vitória. Foram 200 participantes, muita música, diversão e bons papos. O interesse do pessoal foi animador, com todos muito afins de abrir a mente. Tanto eu como o Mozart Mello ficamos muitíssimo satisfeitos.

Um abração a todos que participaram! E aguardem uma segunda edição...

QUINTAS-FEIRAS NA COMPANHIA DA MÚSICA

Agora em novembro, eu inicio uma temporada de shows no auditório da escola Companhia da Música, do amigo Klaus. Já que os bares continuam com a mesma política de colocar um grupo em apenas uma data por mês (o que é lastimável), mais uma vez procurei alternativas pra poder tocar onde é possível e (no caso da Cia. da Música) agradável. Os sons acontecerão todas as quintas-feiras às 19:30. É um horário bom, cedinho e, além disso, a entrada é franca. Uma ótima iniciativa de levar música e cultura às pessoas. Nas quintas 01, 08 e 22 de novembro eu toco músicas novas com o Deco (baixo) e o Digão (bateria). Clique no flyer abaixo para ver as informações:



DATAS DA SEMANA

Quinta-Feira, 01 de Novembro de 2007:

Michel Leme na Cia. da Música
Nesta quinta, Michel toca com Deco (baixo) e Digão (bateria). No repertório, músicas inéditas e standarts com arranjos improvisados. Às 19:30, na Rua Afonso Celso, 124 - Vila Mariana (bem próximo ao metrô). Fones pra informações e reservas: (11) 5574-0548 e 5574-0039. Visite o site: www.ciadamusica.art.br

Michel Leme no Teta Jazz Bar
Com Daniel D'Alcântara (trompete), Thiago Alves (baixo) e Alex Buck (bateria). Não perca também! Às 23:00, na Rua Cardeal Arcoverde, 1265 - Pinheiros (SP). Fone: 3031-1641.

Sábado, 03 de Novembro de 2007:

Daniel Latorre Organ Trio com Michel Leme
No repertório, composições de Jimmy Smith, Wes Montgomery, funks e boogaloos. No Teatro Mars, Rua João Passalacqua, 80 -Bixiga. Horário: meia-noite e meia. Entrada: R$10,00.

PROGRAMA MOSAICO NA TV CULTURA

Na sexta passada, foi transmitido um programa na Tv Cultura chamado Mosaico. Esta edição foi em homenagem ao grande Severino Araújo, na qual participei tocando com a Zérró Santos Big Band. Não pude assistir na tv, pois estava em Campinas, justamente no Creative Guitar. Mas, alguns amigos me disseram que, apesar de termos gravado pelo menos uma hora de som, foi pro ar apenas uns 10 minutos de música ao todo!

Não vi o programa! Mas se foi isso mesmo, deixo aqui registrado o meu dedo do meio em riste para a Tv Cultura! Estava um puta som, como já comentei aqui no blog. É uma pena que o blá-blá-blá sempre vença o som nas tvs... Mas, quem precisa delas?

Abraço a todos!
Michel

domingo, 21 de outubro de 2007

Creative Guitar - Curso com Mozart Mello & Michel Leme

Nesta semana, vai rolar o curso Creative Guitar, comigo e com o amigo Mozart Mello. A intenção é tocar muito e falar abertamente sobre alguns assuntos de real interesse para quem quer tocar - e não pra quem quer usar a música para aparecer, "fazer o nome" ou qualquer idiotice do gênero.

Muita gente anda perguntando "qual será o conteúdo programático do curso" e vejo isso como um reflexo do materialismo que manda nesta nossa época, na qual tudo deve ser analisado, explicado, provado, rotulado e colocado numa embalagem. E o som, a essência, está sempre em último lugar...

Além disso, pouquíssimas pessoas tocam o que são; a massiva maioria prefere ser o outro para obter aceitação de qualquer maneira.

É preciso romper com tudo isso!

O contato com o instrumento e com a música, se feito com paixão e concentração, sempre traz um novo despertar; acredito que esse curso seja mais uma oportunidade de despertarmos uns aos outros.

Datas:

Quinta-Feira, 25/10: EM&T São Paulo, às 17:30;
Sexta-Feira, 26/10: EM&T Campinas, às 19:00;
Sábado, 27/10: EM&T Vitória.

Detalhes:

Para guitarristas iniciantes, intermediários e avançados.
Custo: R$ 30,00, Carga Horária de 4 horas e show com o Duo no encerramento.
Grátis: Apostila e Certificado. Informe-se no site: www.emt.com.br

Participem!

Abraço,
Michel Leme

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CD "Michel Leme & A Firma"


Já está disponível, amigos!

Pra quem quiser adquirir é só mandar um email para michel@michelleme.com pra receber as instruções de depósito. O CD chega até você via carta registrada.

Segue um texto que escrevi sobre esse trabalho:

MICHEL LEME & A FIRMA

"O grupo "Michel Leme & A Firma" foi formado em 26 de outubro de 2006. Fizemos um ensaio com o Alex Duarte (que gentilmente substituiu o Serginho Machado na bateria, logo no primeiro trabalho), mais o Cássio Ferreira (sax) e o Thiago Alves (baixo). Apresentei oito composições pros caras, ensaiamos e tocamos no mesmo dia na Livraria da Esquina, aqui em São Paulo. Depois, para o próximo show, fiz um ensaio em duo no apartamento do Serginho Machado – com direito a reclamação de vizinhos e tudo... Daí pra frente, tocamos na Livraria da Esquina, Museu da Imagem e do Som, EM&T e outros lugares, até a gravação.

Para o repertório, reuni nove composições, algumas inéditas e outras que já havia tocado com outras formações desde 2003. Escolhi músicas cujas melodias ficam na mente (pelo menos na minha) e que acontecem sobre estruturas intuitivas, ou seja, são feitas pra tocar; elas permitem a criação e estão longe do formato “temas longos e complexos versus um espaço reduzido para improvisos”. Que desperdício seria chamar músicos tão talentosos como esses pra simplesmente executarem um monte de obrigações... Chamei-os para que a liberdade de expressão e o franco diálogo musical fossem os grandes motivos de nossas reuniões - e o CD é um retrato disso.

Foram vinte horas de gravação em dois dias seguidos (01 e 02 de junho), com poucas horas pra dormir entre os dois dias...Tudo foi gravado ao vivo no Nimbus Studio (com todos do grupo na mesma sala e sem fones!) e mixado com o San Issobe - que também masterizou. Gravamos quatro músicas no primeiro take, quatro no segundo e "Light" valeu no terceiro. Foi mais um grande aprendizado, com certeza! E tudo num clima ótimo e tranqüilo, que considero o ideal pra se fazer música.

Sobre as composições:

- "Cha-Cha Malícia" - é um cha-cha que compus minutos antes de tocar numa segunda-feira no extinto BlenBlen, em março de 2006. O nome atroz é um trocadilho com uma música que eu tocava nos tempos do baile: "Cha-Cha Patrícia";
- "Evolu-Samba" - um samba em homenagem ao amigo e músico notabilíssimo Arismar do Espírito Santo;
- "Relax em Apucarana" - em 2005, passei férias numa pousada em Apucarana (PR) e compus essa música logo que cheguei, no meu violão. A parte em 3/4 é uma referência aos momentos em que a minha filha Mila (então com 04 anos) aprontava alguma punkíce; o afoxé é o 'relax'...;
- "Essência" - uma espécie de bossa lenta, que escrevi há uns cinco anos e só fui gostar agora;
- "Quatro por Três" - é um tema em 3/4 que compus pra tocar com o trio que tem o Alexandre Mihanovich no baixo e o Alex Buck na bateria, e dedico a eles a composição. Toquei-a várias vezes com esse trio - que se torna um quarteto com o Arismar na guitarra ou no piano - e com A Firma ficou bem diferente e bom também. O título é simplesmente a fórmula de compasso (3/4) invertida (4/3), fazendo uma alusão a um ritmo inesperado com quatro batidas que tem na introdução;
- "Light" é um jazz em 4/4, o primeiro que gravo num CD meu. Gravei com a formação: guitarra, sax soprano e caixa com vassouras (sem baixo), e ficou no clima que eu queria. Dedico essa música ao baixista muito querido Pete Wooley, que partiu em 2006. O "Light" do título é de luz mesmo;
- "Merengue Maneiro" - outro tema que fiz na época do BlenBlen. Dei esse nome porque é engraçado (e quase que ridículo), tem a ver com o clima despretensioso (mas muito bom de tocar) do som;
- "Petrucciani" - compus esse tema numa aula, pra mostrar pro aluno que é possível fazer uma música legal só com um tipo de acorde - no caso, maiores com sétima maior. Na hora que saiu, eu pedi um tempo pra escrever, porque saquei que poderia aproveitá-la futuramente... É dedicada ao maravilhoso pianista e compositor francês Michel Petrucciani, que se foi em 2002. A versão do CD ficou muito bonita e expressiva;
- "Então..." - é um samba rápido que compus há uns quatro anos. Chamei o Raphael Ferreira pra participar tocando sax tenor. Eu havia pensado nele e no Cássio solando juntos e achei que as três vozes (os dois saxes mais a guitarra) em alguns momentos do tema soaram muito bem. Rolou uma energia muito boa, pra fechar o CD.

Fiquei muito feliz por reunir os profissionais com quem tenho real afinidade pra realizar mais esse trabalho: o amigo Roberto Fachini teve a idéia de me fotografar e fazer uma xilogravura para a capa que, logo na primeira vez que vi, me deixou 'chapado'. Fiquei vários minutos olhando pra a impressão que ele colocou num quadro na casa dele, e outros amigos tiveram a mesma reação - não foi um surto de narcisismo meu, a peça gera isso mesmo... A Aline de Moraes - que havia feito a arte do meu CD Quarteto, em 2004 - quebrou tudo na arte, com muito bom gosto. E a Giselly Gonçalves (que fotografou a capa do meu CD Quarteto também) registrou bons momentos da gente no estúdio.

Sobre os músicos: Cássio, Thiago e Serginho tiveram uma atitude - comprovada por repetidas vezes - muito “firmeza” (o que tem a ver com o nome do grupo); investiram no trabalho desde o início, tocaram por couvert ou recebendo cachês pífios, e tudo com o objetivo maior de tocar e registrar o som. São músicos que tocam sem obedecer a uma 'cartilha' e sem querer provar nada a ninguém, tocam o que a música pede! Além disso, são seres humanos de caráter, que deixam evidente suas buscas sinceras pela evolução, o que, naturalmente, os fará instrumentos cada vez mais puros para a plena manifestação da divina arte. É um privilégio poder tocar com pessoas assim.

De minha parte, só posso dizer: Obrigado pela atenção e... OUÇA O SOM!”

Michel Leme (Outubro de 2007)


Ficha técnica rápida:

Michel Leme - guitarra e composições;
Cássio Ferreira - sax alto e soprano;
Thiago Alves - baixo elétrico e acústico em "Essência";
Serginho Machado - bateria;
Raphael Ferreira - sax tenor em "Então".

Roberto Fachini: xilogravura da capa;
Aline de Moraes: arte;
Giselly Gonçalves: fotos.

A prensagem foi viabilizada pelo apoio cultural das empresas: D'Addario, Rotstage, Souza Lima e Playtech.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Sonidos

Livraria da Esquina

Quinta passada, à meia-noite, rolou um som maluquíssimo na Livraria da Esquina: um duo com o grande pianista Írio Jr. Nunca havíamos tocado juntos e foi um clima maravilhoso, de uma sintonia finíssima, fiquei muito feliz - e ainda tivemos a presença ilustre do querido Nenê. Vai rolar mais desse duo...


Feira da Música

Quinta à tarde, rolou um duo com o querido Arismar do Espírito Santo na Musical Express/D'Addario (foto). Como a Feira é uma bagunça generalizada, achei legal tocar em duos nos stands que não fossem fechados, aí deu certo de armar essa com o Arismar e foi um som muito bom, divertidíssimo. Tivemos também a canja do amigo violinista Amon Lima. Depois disso, eu e o Arismar demos uma canja com o Arthur Maia na Tagima.

No sábado, toquei solo (sem playbacks - fato raro na Feira) no stand da Deval/Nux, e, antes, no stand da Pride com os amigos Sandro Haick e Serginho Machado - um trio power pra caramba.

No domingo, toquei um duo com o Max Vianna na Musical Express/D'Addario e um duo com o Sandro Haick na Deval/Nux - que depois virou trio com o gaitista Gabriel Grossi.

Foi bão!

Aniversário

Alex Buck (bateria), Alexandre Mihanovich (baixo), Arismar do Espírito Santo (teclado) e eu (guitarra) tocamos no Ao Vivo Bar na terça, dia 02 de Outubro. Foi um som divertidíssimo e intenso. Teve uma canja do amigo Turquinho Filho num 'Footprints' também.

Agradeço muitíssimo pela presença de todos! Foi um grande presente de aniversário reencontrar amigos muito queridos e, ainda mais, tocar!!!


Abraço e até os próximos sons!
Michel