sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sons


Rolaram vários sons bons agora em Setembro:

Na terça, 11/09, toquei no Teta Jazz Bar com o trio que tem o Alexandre Mihanovich no baixo e o Alex Buck na bateria. Esse trio é legal porque nunca se sabe o que vai acontecer, mesmo. E isso é maravilhoso, claro!
No decorrer teve canjas do Cuca e Wilson Teixeira. Foi um clima ótimo, no evento que foi justamente pra mandar boas vibrações pro nosso querido amigo Bruno Tessele, que está recarregando as baterias no Rio Grande do Sul. Volta logo, Mario Gomes!!
Ao final do som rolaram canjas dos amigos que estavam por lá, como o Edu Letti, Rubem Farias, Flavio Silva, Deco, Porpeta, etc. Agradeço pela presença de todos e o CD (já que não rolou o DVD- é muito escuro no Teta pra filmar) está sendo concluído pelo meu amigo Flávio Tsutsumi pra mandar pro Bruno.

Na quarta, também no Teta, toquei com A Firma, o repertório foi o do CD que sai agora, no início de Outubro. Foi muito legal, pintaram vários climas bons.

Na quinta, 13/09, toquei com Cuca Teixeira e Thiago Alves na Livraria da Esquina. Estou tocando todas as quintas lá, fato raro hoje em dia - já que em alguns bares você toca uma vez a cada três meses... Foi um som muito bom, tocamos vários standarts, rolou até India do John Coltrane.

No dia 15/09 fiz um duo muito agradável com o Djalma Lima perto de casa, na Livraria Nobel do Campo Belo. Tocar em duo é um caso a parte: responsa de segurar o tempo nos solos do companheiro e um prazer em tocar com alguém como o Djalma. Recomendo a prática dessa modalidade.

No dia 20/09, rolou a gravação do programa Mosaico da TV Cultura, com a Big Band do Zérró Santos homenageando o compositor e clarinetista Severino Araújo. Tudo foi muito legal, e gostaria de destacar o momento em que tocamos "Espinha de Bacalhau" com a formação: Proveta (clarinete), Cuca Teixeira (bateria), eu (guitarra) e Zérró (baixo). O bicho pegou. O Proveta sugeriu que tocássemos a composição num andamento mais lento, pra saborear melhor cada parte da belíssima composição do homenageado, e foi um clima único! Tudo rolou muito solto, com todos se ouvindo de verdade e foi emocionante. É claro que alguma "patrulha" vai odiar-nos por isso e já imagino o bordão "mas isso não é chôro!", o que muito me preocupa...
E realmente não rolou "chôro", rolou música. Dez a zero pra música, sempre!
O programa vai ao ar em Novembro.

E, continuando a saga, segue a programação da semana que vem:

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Feira da Música
Arismar do Espírito Santo & Michel Leme DUO, no stand da D'Addario/Musical Express, às 17 horas. Expo Center Norte.

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
DUO: Írio Jr. & Michel Leme na Livraria da Esquina
Excepcionalmente à meia -noite, já que vai rolar um evento antes - mas podem pintar por lá umas 23 hrs. No novo endereço da Livraria da Esquina: Rua do Bosque, 1254 - na rua do Tribunal Trabalhista (do Lalau) e em frente à saída de funcionários da Tv Record. Fone pra informações, reservas e indicações: 11 3392-3089. Mapas no site: www.livrariadaesquina.com.br

Sábado, 29 de Setembro de 2007
Feira da Música
Michel Leme, Sandro Haick e Serginho Machado no stand da SWR, às 17:15; Michel Leme Solo no stand Nux/Deval, às 19 horas. Expo Center Norte.

Sábado, 29 de Setembro de 2007
Daniel Latorre Organ Trio com Michel Leme
No repertório, composições de Jimmy Smith, Wes Montgomery, funks e boogaloos. No Teatro Mars, Rua João Passalacqua, 80 -Bixiga. Horário: meia-noite e meia. Entrada: R$10,00.

Domingo, 30 de Setembro de 2007
Feira da Música
Roberto Sion & Michel Leme Duo, no stand D'Addario/Musical Express, às 15 horas; e Michel Leme Solo no stand da Nux/Deval, às 17 horas. Expo Center Norte.

* Acima: foto mui louca do meu amigo Henrique do Souza, no dia 08/09, tocando no Teatro Mars.


Fiquem com Deus e apareçam nos sons por aí!
Abraço,
Michel

domingo, 16 de setembro de 2007

Joe Zawinul

Em 1995, fui assistir a um workshop de Joe Zawinul no auditório do Souza Lima. Até então, eu apenas havia ouvido seu nome, mas não conhecia seus trabalhos solo ou junto a Cannonball Adderley, Miles Davis e Weather Report. Eu estava estudando alguns standarts de jazz há uns cinco ou seis anos e já havia, digamos, esbarrado na música desse grande artista, mas não tinha realmente ouvido nada dele até então.

Bem, o que me lembro daquela tarde foi que, logo ao entrar na sala, me deparei com um cara super relax, simpatissíssimo e carismático. O workshop começou e, depois de contar algumas passagens de sua maravilhosa carreira, ele falou um pouco sobre composição. Aí mostrou a coisa na prática, fazendo um tema na hora. Fez a primeira parte, foi indo e chegou num ponto em que disse: "agora não sei pra onde ir... Vou voltar ao começo".

Essa simplicidade foi uma das primeiras coisas que me chamaram a atenção. A outra foi que este foi o primeiro workshop no qual eu não ouvi sequer um nome de escala ou outros termos técnicos. Isso me surpreendeu. A primeira reação foi "esse cara está escondendo o jogo", mas logo saquei o espírito da coisa. Este era um verdadeiro artista: não falava, fazia!

E quando falava era simples, bem-humorado e cheio de paz. Com quando ele contou que, no Weather Report, eles tocavam, tocavam, e depois que uma composição chegava a uma forma "só então eu ia escrever... Mas ao sol!".

Um clima que nunca me esquecerei foi quando ele começou a falar a respeito de Jaco Pastorius e tocou algo absurdamente bonito junto (algo parecido com a primeira música do CD My People). Acho que isso foi perto do final. Foi algo realmente emocionante, tanto é que vários presentes foram às lágrimas e teve gente que até se perdeu na volta pra casa e/ou quase bateu o carro, etc. - me lembro de ter saído um tanto quanto desorientado também.

Só sei que algo divino aconteceu ali naquela sala, e não estou sendo grandioso ou dramático; é algo que sinto e visualizo até hoje. Realmente, a música tinha nesse homem um instrumento sublime.

À noite, fomos assistir ao Zawinul Syndicate no Aeroanta, que estava vazio! Mas lembro que os caras tocaram com uma puta energia e que, no seu único solo no show, o Zawinul quebrou tudo, mesmo.

Hoje, ouço sua música e me lembro de uma coisa que o amigo Giba Pinto (baixista) me disse uma vez, quando conversávamos sobre som: "Eu admiro mesmo o Zawinul; ele faz o som dele e dane-se o que os outros pensam!" Isso quer dizer, ele não teve medo de ir em outra direção e não teve medo de ser ele mesmo. As "patrulhas" sempre existiram e existirão, representadas pelos babacas que dizem "mas isso não é jazz!" ou "isso não é chôro!", etc., etc. Mas Zawinul nos dá o exemplo de confiança, liberdade e excelência musical.

Ele se foi na terça-passada e, quando soube, senti gratidão por podermos ouvir sua obra e por poder ter sentido sua presença. E não fiquei triste, porque ele já mostrava verdadeira Comunhão com a Divindade.

No seu website está escrita a mensagem: "Joe Zawinul was born in Earth time on 07 July 1932 and was born in Eternity time on 11 September, 2007. He, and his music, will continue to inspire!"

Muito obrigado, Sr. Joe Zawinul!

- Michel Leme

domingo, 2 de setembro de 2007

Novidades no MySpace

Coloquei duas músicas novas no MySpace:

- "Mi" (Alexandre Mihanovich), numa versão ao vivo no estúdio, gravada para o programa Rota BDG Podcast do site Bandas de Garagem, em 08 de Junho de 2007, no Estúdio Latitude. Eu na guitarra, Alexandre Mihanovich no baixo e o Alex Buck na bateria.



- "Samba-Doce" (Michel Leme), gravada no CD "Alex Buck & Michel Leme - Trocando Idéias", de 2006. Com Raphael Ferreira (sax), Thiago Alves (baixo), Alex Buck (bateria) e este que vos escreve na guitarra.



Link: http://myspace.com/michellemeguitarist

Espero que gostem!
Abração e uma maravilhosa semana a todos.
Michel