28/10
Tributo a Ronnie James Dio na EM&T
Uma reunião de vários artistas tocando clássicos das várias fases do trabalho de Ronnie James Dio. Rock’n’Roll no Mix Music Hall! Endereço: Av. Engenheiro George Corbisier, 100 – ao lado do metrô Conceição; às 19h30min; entrada: 2 kg de alimento não-perecível. Informações no 5012-2777. Saiba mais aqui: http://www.territoriodamusica.com/emt/noticias/?c=20334
Apareça!
Abraços,
Michel
obs: veja as datas realizadas desse mês em datas concretizadas 2010, na agenda do site www.michelleme.com
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Dominación
Amigos,
Fiz um tema, que ainda não foi gravado, sobre o "rhythm changes", que, pra quem não sabe, é uma estrutura clássica no jazz que surgiu na composição "I got rhythm" de George Gerswhin, e sobre a qual existem muitos temas, dentre eles, só pra citar alguns exemplos: "Moose the Mooche" e "Anthropology" de Charlie Parker, "Oleo" de Sonny Rollins, "Rhythm-A-Ning" de Thelonious Monk, "Cotton Tail" de Duke Ellington etc.
A idéia da parte A de "Dominación" - título que serve para lembrar que estamos sob a dominação do Capital e todas as suas funestas consequências - surgiu quando eu passava o som com o pessoal que gravou o "5°" comigo (Bruno Migotto, Bruno Tessele e Wagner Vasconcelos) no programa Oficina Alternativa. Nessa ocasião, a base seria apenas um E7. Depois, encaixei a idéia sobre o 'rhythm changes' e compus um B quando toquei pela primeira vez no espaço Luthieria, no começo desse mês, com o Richard Metairon e o Jônatas Sansão.
Quando eu disse ao Richard que era um 'rhythm changes' cuja melodia surgiu primeiro sobre E7, ele fez as três partes A da melodia com pedal em E e o efeito foi tão legal que consta na partitura como uma opção pra tocar durante o tema.
Eis, então, la part:

Segue abaixo a harmonia básica - já que cabe uma porrada de variações sobre esta deliciosa forma - do 'rhythm changes', caso você precise:
Bb G7 | Cm F7 | Dm G7 | Cm F7 | Bb Bb7 | Eb E° | Bb G7 | Cm F7 ||
Bb G7 | Cm F7 | Dm G7 | Cm F7 | Bb Bb7 | Eb E° | F7 | Bb ||
D7 | % | G7 | % | C7 | % | Cm | F7 ||
Bb G7 | Cm F7 | Dm G7 | Cm F7 | Bb Bb7 | Eb E° | F7 | Bb F7 ||
Cada uma das linhas 1, 2 e 4 representa a parte A; a linha 3, a B. Forma: AABA
Bom som!
Abraços,
Michel
Fiz um tema, que ainda não foi gravado, sobre o "rhythm changes", que, pra quem não sabe, é uma estrutura clássica no jazz que surgiu na composição "I got rhythm" de George Gerswhin, e sobre a qual existem muitos temas, dentre eles, só pra citar alguns exemplos: "Moose the Mooche" e "Anthropology" de Charlie Parker, "Oleo" de Sonny Rollins, "Rhythm-A-Ning" de Thelonious Monk, "Cotton Tail" de Duke Ellington etc.
A idéia da parte A de "Dominación" - título que serve para lembrar que estamos sob a dominação do Capital e todas as suas funestas consequências - surgiu quando eu passava o som com o pessoal que gravou o "5°" comigo (Bruno Migotto, Bruno Tessele e Wagner Vasconcelos) no programa Oficina Alternativa. Nessa ocasião, a base seria apenas um E7. Depois, encaixei a idéia sobre o 'rhythm changes' e compus um B quando toquei pela primeira vez no espaço Luthieria, no começo desse mês, com o Richard Metairon e o Jônatas Sansão.
Quando eu disse ao Richard que era um 'rhythm changes' cuja melodia surgiu primeiro sobre E7, ele fez as três partes A da melodia com pedal em E e o efeito foi tão legal que consta na partitura como uma opção pra tocar durante o tema.
Eis, então, la part:

Segue abaixo a harmonia básica - já que cabe uma porrada de variações sobre esta deliciosa forma - do 'rhythm changes', caso você precise:
Bb G7 | Cm F7 | Dm G7 | Cm F7 | Bb Bb7 | Eb E° | Bb G7 | Cm F7 ||
Bb G7 | Cm F7 | Dm G7 | Cm F7 | Bb Bb7 | Eb E° | F7 | Bb ||
D7 | % | G7 | % | C7 | % | Cm | F7 ||
Bb G7 | Cm F7 | Dm G7 | Cm F7 | Bb Bb7 | Eb E° | F7 | Bb F7 ||
Cada uma das linhas 1, 2 e 4 representa a parte A; a linha 3, a B. Forma: AABA
Bom som!
Abraços,
Michel
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Ao nosso queridíssimo Nelson José Carneiro Júnior

O exemplo do cara que estuda constantemente e ama o que faz; o humor ácido que me fazia gargalhar inapelavelmente; a seriedade com a música que fazia quem estava ao seu redor voltar ao foco; as noites em matilha na casa do Batata quando assistíamos a vídeos de jazz ou a filmes da Bandeirantes aos domingos de madruga comendo esfihas em pilhas nos cinzeiros; o Sabbath que rolou no Churrabom com Amílson, Batata, eu e Carlos que serviu de trilha sonora para uma puta briga de motoqueiros, com direito a surto de Telma; os cafés da manhã seguintes às noitadas com cada um com seu pote de sorvete napolitano às 7h nas padocas do Carrão; as noitadas nos botecos na Santa Izabel já deserta, com direito a bêbados dormindo na mesa de bilhar e brigas-espetáculo dos clientes assíduos com bicas na cara e som 'pleft' de havaianas in action; as audições de jazz e música clássica na sua casa da Penha com Batata, Caju, Magreza e toda corja; nossas tardes com toda a corja nas ruas do Carrão; nosso trio com meu irmão Mauro no baixo, tocando sons do Steve Morse, Alllan Holdsworth e Mike Stern; a banda Rasgo Vital e sua estréia retumbante no Tatuapé, com direito a bebedeira generalizada, romances fortuitos com as cocotas presentes e 'blackout' alcoólico; o som com o Rasgo Vital na quermesse do Bom Parto; os ensaios do Rasgo Vital na garagem do Carlos com direito a polícia chamada pelos vizinhos todo santo sábado; seu bar em sociedade com o Batata em Atibaia; seu Landau (que os caras me lembraram hoje) e suas barbaridades ao volante; seus emails com os sons que você estava fazendo por aí; o conhecimento de que você estava indo pra Europa seguir o seu objetivo; o nosso último encontro no seu aniversário de 36 anos em sua casa e a sensação inesquecível de encontrar um amigo numa boa com a vida. Porra, Tota, você já está fazendo falta. Que você seja iluminadíssimo! Sua lembrança e seu exemplo ficam conosco, pra sempre. Amamos você. Muito obrigado.
Michel
Assinar:
Postagens (Atom)