02/04
Programa Michel Leme & Convidados
No ar desde novembro de 2007, o programa traz Michel Leme tocando semanalmente com convidados especialíssimos. Nesta quinta, Michel convida Filó Machado, tocando com Cássio Ferreira, Thiago Alves e Rodrigo Digão. O programa é transmitido ao vivo pelo www.tvciadamusica.com.br todas as quintas-feiras, às 19h30min. Para conferir in loco, venha ao auditório da Cia da Música, na Rua Afonso Celso, 124 - Vila Mariana (SP), ao lado do metrô. Fone: 11 5574-0039. Entrada Franca!
04/04
Som no Souza Lima Moema
Michel Leme toca na unidade Moema do Conservatório e, a cada sábado do projeto, haverá uma banda de abertura diferente, formada por estudantes ou músicos formados pelo Souza Lima. Neste sábado, a abertura será do grupo "Dois e Dois". Em seguida, Michel toca com Thiago Alves, Cássio Ferreira e Jônatas Sansão. Não perca! Endereço: Av. Miruna, nº 190; horário: 15h; entrada franca.
04/04
Hammond Grooves
Com Daniel Latorre (órgão Hammond-B3), Michel Leme (guitarra) e Wagner Vasconcelos (bateria). No repertório, clássicos de Jimmy Smith, Ed Lincoln, Tom Jobim, Lonnie Smith, Freddie Hubbard e surpresas. Às 22h, na Rua Normandia, 51- Moema/SP. Informações no fone: (11) 3791-7051.
07/04
SVCDM
Sizão Machado, Vitor Alcântara, Carlos Ezequiel, Daniel D’Alcântara e Michel Leme tocam no Centro Cultural Rio Verde, na mostra de música SP VAN. Às 22h, na Rua Belmiro Braga, 119, Vila Madalena - SP. Fone: 3459-5321.
09/04
Programa Michel Leme & Convidados
No ar desde novembro de 2007, o programa traz Michel Leme tocando semanalmente com convidados especialíssimos. Nesta quinta, Michel toca com o saxofonista Gustavo D'Amico, que traz seu grupo formado por Sizão Machado, Fábio Leandro e Abner Paul. O programa é transmitido ao vivo pelo www.tvciadamusica.com.br todas as quintas-feiras, às 19h30min. Para conferir in loco, venha ao auditório da Cia da Música, na Rua Afonso Celso, 124 - Vila Mariana (SP), ao lado do metrô. Fone: 11 5574-0039. Entrada Franca!
09/04
Som no Souza Lima
Marcelo Coelho (sax) convida Edgar Bueno (tabla), Emilio Martins (percussão) e Michel Leme (guitarra).Às 21h, no Auditório do Souza Lima, Rua José Maria Lisboa, 745 - Jardins - SP.
16/04
Programa Michel Leme & Convidados
No ar desde novembro de 2007, o programa traz Michel Leme tocando semanalmente com convidados especialíssimos. Nesta quinta, Michel toca com a cantora Mila Ribeiro, que traz o guitarrista Léo Ferreira, o baixista Leandro Weingaertner e "Drums" na bateria. O programa é transmitido ao vivo pelo www.tvciadamusica.com.br todas as quintas-feiras, às 19h30min. Para conferir in loco, venha ao auditório da Cia da Música, na Rua Afonso Celso, 124 - Vila Mariana (SP), ao lado do metrô. Fone: 11 5574-0039. Entrada Franca!
16/04
Born Again no Café Piu-Piu
As músicas mais pesadas do Black Sabbath tocadas sem a mínima preocupação em ser "cover". Com Abdalla Killsam, Bento Araújo, Ivan Scartezini e Michel Leme. Às 22h, na Rua Treze de Maio, 134 - Bixiga -SP.
18/04
Projeto Toca Brasil
Michel Leme toca com Robson Passos (baixo) e Wagner Vasconcelos (bateria), em frente à loja Matic instrumentos. Horário: 16h; endereço: Rua Teodoro Sampaio, 850 - Pinheiros/ SP. Música na rua!
23/04
Programa Michel Leme & Convidados
No ar desde novembro de 2007, o programa traz Michel Leme tocando semanalmente com convidados especialíssimos. Nesta quinta, Michel toca com percussionista Dalua. O programa é transmitido ao vivo pelo www.tvciadamusica.com.br todas as quintas-feiras, às 19h30min. Para conferir in loco, venha ao auditório da Cia da Música, na Rua Afonso Celso, 124 - Vila Mariana (SP), ao lado do metrô. Fone: 11 5574-0039. Entrada Franca!
23/04
Michel Leme no Tupinikim
Com Cássio Ferreira (sax), Robson Passos (baixo) e Wagner Vasconcelos (bateria). Às 22h, na Rua das Monções, 585, Bairro Jardim - Santo André (SP). Fone: (11) 4436-9231.
24/04
Workshop no Instituto Anelo
Michel Leme toca e conversa com os alunos e público interessado em música no Instituto Anelo.
Horário: 19h; Instituto Anelo - Cultura, Arte e Educação, Rua Professora Elizabeth S. de Oliveira Leite n.º 78 Jd. Florence I - Campinas/SP. Fones: (19) 3227-6778 e 3729-0880. Site: www.anelo.org.br
25/04
Michel Leme na Virtuose
Michel toca todo último sábado do mês na Escola Virtuose. Neste sábado, Michel toca com Thiago Alves (baixo) e Jônatas Sansão (bateria). No repertório, composições próprias já gravadas e inéditas, além de standarts. Horário: 15h; entrada: R$ 5,00. A Virtuose fica perto da estação de Metrô Guilhermina-Esperança, na Rua São Bento do Sapucaí, 137 - Zona Leste de SP. Não perca!
30/04
Programa Michel Leme & Convidados
No ar desde novembro de 2007, o programa traz Michel Leme tocando semanalmente com convidados especialíssimos. Nesta semana, Michel toca com o guitarrista Ivan Barasnevicius. O programa é transmitido ao vivo pelo www.tvciadamusica.com.br todas as quintas-feiras, às 19h30min. Para conferir in loco, venha ao auditório da Cia da Música, na Rua Afonso Celso, 124 - Vila Mariana (SP), ao lado do metrô. Fone: 11 5574-0039. Entrada Franca!
sexta-feira, 27 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Yes, they can...
http://video.google.com/videoplay?docid=6223232123104914517&ei=-9i4SciUE4G0wgPx1s3IAQ&q=Obama+deception+site%3Avideo.google.com&hl=en&so=1&dur=3
Documentário "The Obama Deception", em inglês, com 1h51min de duração. Copie e cole o link acima ou simplesmente clique no título desse post.
Uma visão diferente da realidade que estão mostrando para nós.
Interessante.
Tire suas próprias conclusões.
Abraço,
Michel
Documentário "The Obama Deception", em inglês, com 1h51min de duração. Copie e cole o link acima ou simplesmente clique no título desse post.
Uma visão diferente da realidade que estão mostrando para nós.
Interessante.
Tire suas próprias conclusões.
Abraço,
Michel
sábado, 21 de março de 2009
Comentários sobre "Uma ética para um novo milênio" do Dalai Lama
Reli o livro "Uma ética para o novo milênio" do Dalai Lama por estes dias e achei alguns pontos interessantes para reproduzir aqui. Acredito que tudo o que nos faça refletir é uma muitíssimo bem-vinda oportunidade de abrir a mente para a evolução.
Além disso, acho indispensável para o músico (classe da maioria dos amigos que freqüentam este humilde blog) informar-se, conscientizar-se e, então, agir para proteger-se das armadilhas do ego! Na minha opinião, ego de artista merece cuidados especiais: vive inchando por qualquer coisa e, para quem não o controla, ele só traz dissabores - que surgirão cedo ou tarde, mas surgirão.
Vamos aos trechos...
No início do capítulo 4 o Dalai Lama define o ato ético de maneira simples, mas abarcadora:
"... na minha opinião, pode-se concluir que um ato ético é aquele que não prejudica a experiência ou a expectativa de felicidade de outras pessoas."
Para o músico esta noção me parece essencial. Por exemplo: ao tocar, você não está fazendo um show de exibição dos seus prodígios técnicos, de suas habilidades, etc. Você deve servir à música, apenas tocando o que sente, ou tocando o que a sua intuição lhe diz - como diz Stravinsky em seu livro "Poética Musical em 6 Lições": "a intuição nunca erra". E sempre ouvindo atentamente os seus companheiros! Isso é indispensável. Chega de tocar como se estivesse distribuindo cartóes de um mero negócio ou mesmo disputando a atenção do público com rompantes de heroísmo e artifícios apelativos do gênero. Isso é patético, abominável! Ao tocar de forma egoísta, você só prejudica os seus semelhantes, porque há a intenção de escravizá-los, de sobrepujá-los, de, enfim, usá-los para "triunfar" perante uma platéia - que profunda tristeza e desespero deve viver uma pessoa que busca isso! Por outro lado, quando você toca ouvindo o que acontece ao seu redor, acaba fazendo parte de algo maior, apenas facilitando para que a música - que é inexplicável, divina, indescritível quando realmente acontece - aconteça. Fazer parte de um grupo que toca se ouvindo, onde todos têm a disposição em "jogar para o time", pelo simples amor de fazer um som juntos; isso é nobre, edificante e incomparável.
Para a nossa conduta diária, então, essa definição de um ato ético pode ajudar a trazer discernimento ou um "colocar-se no lugar do outro" importantíssimos. Considero-a um alerta que pode nortear todos os nossos atos, para o bem de todos.
No capítulo 15, "O papel da religião na sociedade moderna", ele fala sobre uma questão diferente da anterior, mas igualmente relevante: a tolerância religiosa.
"... sejam quais forem as diferenças de doutrina, todas as principais religiões estão preocupadas em ajudar as pessoas a se tornarem melhores seres humanos. Todas dão relevo ao amor, à compaixão, à paciência, à tolerância, ao perdão, à humildade,e todas são capazes de ajudar os indivíduos a desenvolverem essas qualidades. Além disso, o exemplo oferecido pelos fundadores de cada uma das grandes religiões demonstra claramente a intenção de ajudar os semelhantes a encontrar a felicidade através do desenvolvimento dessas qualidades. Todos viveram suas vidas pessoais com grande simplicidade, tendo como traço distintivo de seu comportamento a disciplina ética e o amor por todos os semelhantes. Não viveram faustosamente como reis ou imperadores. Pelo contrário, aceitaram voluntariamente o sofrimento sem considerar as privações com a finalidade de beneficiar a humanidade inteira. Em seus ensinamentos, todos ressaltaram de modo especial a importância do amor, da compaixão e da renúncia aos desejos egoístas. E cada um deles exortou-nos a transformar nossos corações e mentes. Sem dúvida, quer tenhamos fé ou não, todos merecem a nossa admiração mais profunda."
E ele complementa:
"Além do diálogo com os seguidores de outras religiões, devemos obviamente introduzir em nossa vida diária a prática dos ensinamentos de nossa própria religião. Tendo experimentado os benefícios do amor, da compaixão e da disciplina ética, reconheceremos com facilidade o valor dos ensinamentos alheios."
(considero a última frase acima merecedora de profunda análise e interiorização)
Este assunto chega até mim da seguinte forma: quando alguém quer enfiar a religião que professa por minha goela abaixo! Isso não acontece freqüentemente, felizmente, mas essa história de "minha religião é a única que salva" traz um ranço de maniqueísmo e fanatismo que me causa repulsa instantânea - justamente por ser algo invasivo, violento mesmo, já que tenta ferir minha liberdade de escolha.
Sinto que pessoas mais evoluídas emanam tranqüilidade, compreensão e um respeito profundo e verdadeiro pela prática de seus semelhantes; pessoas ignorantes transtornadas pelo turbilhão de suas mentes mal cuidadas - e, na maioria das vezes, entregues ao controle de mercantilistas ardilosos que se escondem sob o disfarce de líderes espirituais - sempre ultrapassam, mais cedo ou mais tarde, o limite do direito de escolha do outro quando têm a oportunidade. Penso que, se é pra ter uma religião, que isso gere amor e virtudes, e não o contrário!
Bem, o livro termina com o capítulo "Um Apelo", que é muito bonito. Destaco aqui um trecho:
"Não há como negar que a nossa felicidade está inexoravelmente entrelaçada à felicidade dos outros. Não há como negar que, se a sociedade sofre, nós também sofremos. Nem há como negar que quanto mais animosidade há em nossos corações, mais infelizes nos tornamos. Por isso, podemos rejeitar tudo o mais: religião, ideologia, toda a sabedoria recebida. Mas não podemos escapar à necessidade de amor e compaixão.
Esta, então, é minha religião verdadeira, minha fé simples. Neste sentido, não é preciso existir templo ou igreja, mesquita ou sinagoga, não há necessidade de filosofia, doutrina ou dogma complicados. Nosso próprio coração e nossa própria mente são o templo. A doutrina é a compaixão. Amor pelos outros e respeito por seus direitos e sua dignidade, sejam eles quem forem ou o que forem: é só o que afinal precisamos ter. Se praticarmos isso em nossas vidas diárias, não importa se somos instruídos ou ignorantes, se acreditamos em Buda ou em Deus, se seguimos outra religião ou nenhuma. Desde que tenhamos compaixão pelos outros e sejamos capazes de nos conter, motivados pela noção de responsabilidade, não há dúvida de que seremos felizes."
Interessante o ponto de contato entre este trecho e o trecho do Evangelho de São Tomé - considerado apócrifo e até mesmo herético pela Igreja Católica, mas é só pensar um pouco pra se chegar ao entendimento de tal "excomunhão" - em que Jesus diz "Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis". Para mim, o próprio conceito da Onipresença Divina também só vem a fortalecer esse ponto de contato.
Mas, caros amigos, quero deixar muito claro que não quero entrar em questões doutrinárias ou argumentar sobre o inargumentável - o dito popular "discutir sobre futebol e religião é perda de tempo" se aplica neste momento. O que busco com esse texto é simplesmente:
1) ressaltar a importância da ética e da preservação do direito de se viver em paz dentro de uma escolha, seja ela qual for, desde que essa mesma escolha não prejudique nossos semelhantes;
2) estabelecer um contato com as pessoas que pensam como eu, mas que receiam manifestar esse modo de pensar, justamente por viverem em meio a uma sociedade hipócrita na qual todo mundo tem que ter "um time", "uma religião", enfim, um rótulo para classificar qualquer aspecto de sua vida.
O modo de pensar ao qual me refiro é: não declaro-me isto ou aquilo, não limito-me a um rótulo para "encaixar-me" ou "adequar-me". Procuro beber de todas as fontes de sabedoria que me façam refletir e que me ajudem a melhorar. Ponto.
Para os fanáticos, reservo minha simples e respeitosa distância; para as pessoas que querem evoluir (dentro da definição do que é um ato ético), minha total empatia, companheirismo e minha mais sincera vontade de melhorar e aprender.
Abraços a todos,
Michel
Além disso, acho indispensável para o músico (classe da maioria dos amigos que freqüentam este humilde blog) informar-se, conscientizar-se e, então, agir para proteger-se das armadilhas do ego! Na minha opinião, ego de artista merece cuidados especiais: vive inchando por qualquer coisa e, para quem não o controla, ele só traz dissabores - que surgirão cedo ou tarde, mas surgirão.
Vamos aos trechos...
No início do capítulo 4 o Dalai Lama define o ato ético de maneira simples, mas abarcadora:
"... na minha opinião, pode-se concluir que um ato ético é aquele que não prejudica a experiência ou a expectativa de felicidade de outras pessoas."
Para o músico esta noção me parece essencial. Por exemplo: ao tocar, você não está fazendo um show de exibição dos seus prodígios técnicos, de suas habilidades, etc. Você deve servir à música, apenas tocando o que sente, ou tocando o que a sua intuição lhe diz - como diz Stravinsky em seu livro "Poética Musical em 6 Lições": "a intuição nunca erra". E sempre ouvindo atentamente os seus companheiros! Isso é indispensável. Chega de tocar como se estivesse distribuindo cartóes de um mero negócio ou mesmo disputando a atenção do público com rompantes de heroísmo e artifícios apelativos do gênero. Isso é patético, abominável! Ao tocar de forma egoísta, você só prejudica os seus semelhantes, porque há a intenção de escravizá-los, de sobrepujá-los, de, enfim, usá-los para "triunfar" perante uma platéia - que profunda tristeza e desespero deve viver uma pessoa que busca isso! Por outro lado, quando você toca ouvindo o que acontece ao seu redor, acaba fazendo parte de algo maior, apenas facilitando para que a música - que é inexplicável, divina, indescritível quando realmente acontece - aconteça. Fazer parte de um grupo que toca se ouvindo, onde todos têm a disposição em "jogar para o time", pelo simples amor de fazer um som juntos; isso é nobre, edificante e incomparável.
Para a nossa conduta diária, então, essa definição de um ato ético pode ajudar a trazer discernimento ou um "colocar-se no lugar do outro" importantíssimos. Considero-a um alerta que pode nortear todos os nossos atos, para o bem de todos.
No capítulo 15, "O papel da religião na sociedade moderna", ele fala sobre uma questão diferente da anterior, mas igualmente relevante: a tolerância religiosa.
"... sejam quais forem as diferenças de doutrina, todas as principais religiões estão preocupadas em ajudar as pessoas a se tornarem melhores seres humanos. Todas dão relevo ao amor, à compaixão, à paciência, à tolerância, ao perdão, à humildade,e todas são capazes de ajudar os indivíduos a desenvolverem essas qualidades. Além disso, o exemplo oferecido pelos fundadores de cada uma das grandes religiões demonstra claramente a intenção de ajudar os semelhantes a encontrar a felicidade através do desenvolvimento dessas qualidades. Todos viveram suas vidas pessoais com grande simplicidade, tendo como traço distintivo de seu comportamento a disciplina ética e o amor por todos os semelhantes. Não viveram faustosamente como reis ou imperadores. Pelo contrário, aceitaram voluntariamente o sofrimento sem considerar as privações com a finalidade de beneficiar a humanidade inteira. Em seus ensinamentos, todos ressaltaram de modo especial a importância do amor, da compaixão e da renúncia aos desejos egoístas. E cada um deles exortou-nos a transformar nossos corações e mentes. Sem dúvida, quer tenhamos fé ou não, todos merecem a nossa admiração mais profunda."
E ele complementa:
"Além do diálogo com os seguidores de outras religiões, devemos obviamente introduzir em nossa vida diária a prática dos ensinamentos de nossa própria religião. Tendo experimentado os benefícios do amor, da compaixão e da disciplina ética, reconheceremos com facilidade o valor dos ensinamentos alheios."
(considero a última frase acima merecedora de profunda análise e interiorização)
Este assunto chega até mim da seguinte forma: quando alguém quer enfiar a religião que professa por minha goela abaixo! Isso não acontece freqüentemente, felizmente, mas essa história de "minha religião é a única que salva" traz um ranço de maniqueísmo e fanatismo que me causa repulsa instantânea - justamente por ser algo invasivo, violento mesmo, já que tenta ferir minha liberdade de escolha.
Sinto que pessoas mais evoluídas emanam tranqüilidade, compreensão e um respeito profundo e verdadeiro pela prática de seus semelhantes; pessoas ignorantes transtornadas pelo turbilhão de suas mentes mal cuidadas - e, na maioria das vezes, entregues ao controle de mercantilistas ardilosos que se escondem sob o disfarce de líderes espirituais - sempre ultrapassam, mais cedo ou mais tarde, o limite do direito de escolha do outro quando têm a oportunidade. Penso que, se é pra ter uma religião, que isso gere amor e virtudes, e não o contrário!
Bem, o livro termina com o capítulo "Um Apelo", que é muito bonito. Destaco aqui um trecho:
"Não há como negar que a nossa felicidade está inexoravelmente entrelaçada à felicidade dos outros. Não há como negar que, se a sociedade sofre, nós também sofremos. Nem há como negar que quanto mais animosidade há em nossos corações, mais infelizes nos tornamos. Por isso, podemos rejeitar tudo o mais: religião, ideologia, toda a sabedoria recebida. Mas não podemos escapar à necessidade de amor e compaixão.
Esta, então, é minha religião verdadeira, minha fé simples. Neste sentido, não é preciso existir templo ou igreja, mesquita ou sinagoga, não há necessidade de filosofia, doutrina ou dogma complicados. Nosso próprio coração e nossa própria mente são o templo. A doutrina é a compaixão. Amor pelos outros e respeito por seus direitos e sua dignidade, sejam eles quem forem ou o que forem: é só o que afinal precisamos ter. Se praticarmos isso em nossas vidas diárias, não importa se somos instruídos ou ignorantes, se acreditamos em Buda ou em Deus, se seguimos outra religião ou nenhuma. Desde que tenhamos compaixão pelos outros e sejamos capazes de nos conter, motivados pela noção de responsabilidade, não há dúvida de que seremos felizes."
Interessante o ponto de contato entre este trecho e o trecho do Evangelho de São Tomé - considerado apócrifo e até mesmo herético pela Igreja Católica, mas é só pensar um pouco pra se chegar ao entendimento de tal "excomunhão" - em que Jesus diz "Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis". Para mim, o próprio conceito da Onipresença Divina também só vem a fortalecer esse ponto de contato.
Mas, caros amigos, quero deixar muito claro que não quero entrar em questões doutrinárias ou argumentar sobre o inargumentável - o dito popular "discutir sobre futebol e religião é perda de tempo" se aplica neste momento. O que busco com esse texto é simplesmente:
1) ressaltar a importância da ética e da preservação do direito de se viver em paz dentro de uma escolha, seja ela qual for, desde que essa mesma escolha não prejudique nossos semelhantes;
2) estabelecer um contato com as pessoas que pensam como eu, mas que receiam manifestar esse modo de pensar, justamente por viverem em meio a uma sociedade hipócrita na qual todo mundo tem que ter "um time", "uma religião", enfim, um rótulo para classificar qualquer aspecto de sua vida.
O modo de pensar ao qual me refiro é: não declaro-me isto ou aquilo, não limito-me a um rótulo para "encaixar-me" ou "adequar-me". Procuro beber de todas as fontes de sabedoria que me façam refletir e que me ajudem a melhorar. Ponto.
Para os fanáticos, reservo minha simples e respeitosa distância; para as pessoas que querem evoluir (dentro da definição do que é um ato ético), minha total empatia, companheirismo e minha mais sincera vontade de melhorar e aprender.
Abraços a todos,
Michel
domingo, 15 de março de 2009
Diário de som - 1° de 2009
Voltando à carga! - depois do segundo reveillon do ano (conhecido como carnaval)...
O programa Michel Leme & Convidados recomeçou sua temporada com programas inéditos no dia 05 de Março com o trio: eu, Thiago Alves (baixo) e Jônatas Sansão (bateria). Tocamos músicas minhas e o único standart que rolou foi um 'rhythm changes' do Count Basie que a gente nunca descobre o nome... O som rolou muito à vontade, sem combinar nada além de quais músicas tocaríamos - como sempre. Veja a foto de Flavio Tsutsumi:

Dia 07 rolou a volta do Som no Souza Moema, iniciando a temporada nos sábados que estão marcados até Julho (ver agenda do meu site e post anterior aqui no blog). O som começou com o grupo de abertura do Abner Paul (bateria). Tocaram com ele o Breno Virícimo (baixo), Fabrício (guitarra), uma saxofonista holandesa chamada Marian (não se a grafia está correta) no alto e o Rafael no sax tenor. A Marian mandou muito bem no solo da "Mumu com Fanta", composição que o Abner, mui generosamente, dedica a mim. E todos fizeram um som muito legal, com várias surpresas boas. Logo em seguida, toquei em trio com o Robson Passos (baixo) e o Jônatas Sansão (bateria). Foi um som de lavar a égua... Clima fantástico; tocamos um samba lento novo meu que ainda não tem nome e mais "Merengue Maneiro", "Dolphin Dance" e outras que não me lembro agora. O Souza Lima Moema recebeu bastante gente logo nessa re-estréia de 2009 e o clima foi especial.
À noite, no mesmo dia 07, toquei no Soulive com o Daniel Latorre (órgão Hammond) e o Wagner Vasconcelos (vulgo Waguinho - na batera). Esse trabalho é o "Hammond Grooves", no qual entrei em 2006. O repertório tem várias músicas legais do Lonnie Smith, Jimmy Smith, Freddie Hubbard, e outros. Nesse sábado, pudemos tocar bem à vontade, mesmo com os problemas que a casa anda tendo com a vizinhança - a velha história dos bares de São Paulo... O som teve bons momentos e vai rolar um sábado por mês no Soulive.
Dia 12, no programa Michel Leme & Convidados, teve o Digão (bateria), João Paulo Barbosa (sax) e Franco Lorenzon (baixo). Tocamos um tema novo meu chamado "Prodigão" e outros como o "Samba dos Excluídos", "Merengue Maneiro" (ambas de minha humilde lavra) e "Minha Saudade" (João Donato). Neste dia rolaram coisas muito boas, muitas aventuras nos finais das músicas e todo mundo afim de ouvir um ao outro - como deve ser. Agora, um fato que chegou a nós via msn, deixou-nos muitíssimo felizes e faço questão de publicá-lo aqui: o Guto Tomaz, guitarrista, tem uma escola chamada C.O.M. no Mato Grosso e simplesmente colocou um telão pra exibir o programa ao vivo pro público que estava na escola nesta quinta-feira! Isso é fantástico, um emocionante exemplo de iniciativa para a divulgação da arte feita de forma honesta. Guto: quebrou tudo, meu chapa! Obrigado!!!!!
Ontem, dia 14, rolou uma maratona com o grupo Michel Leme & A Firma: tocamos no Projeto Toca Brasil na Teodoro Sampaio - iniciativa do Matic que dá certo desde 2000 - e no projeto chamado Jazz Lá em casa, que desta vez aconteceu num espaço na Vila Mariana, na Rua Humberto I. Eu, Cássio Ferreira, Thiago Alves e Jônatas Sansão (o Serginho Machado teve show com o Ney Matogrosso) tocamos músicas do disco Michel Leme & A Firma em ambos os lugares - desprezando totalmente o recurso "vamos tocar um tema conhecido pra agradar", já que o que vale nesse som é se a música acontece ou não, simplesmente! E os dois sons foram muito, muito bons; é maravilhoso poder fazer parte.
É como eu digo sempre: tocar com pessoas que saem de casa pra tocar ouvindo é algo que não tem preço!
E não posso deixar de mencionar os aniversariantes bateras do dia 15/3: Waguinho e Jônatas. Parabéns, amigos! Pelo aniversário e pela disposição em servir à música.
Bem, os sons continuam! Fique de olho na agenda e apareça!
Abração e boa semana a todos,
Michel
O programa Michel Leme & Convidados recomeçou sua temporada com programas inéditos no dia 05 de Março com o trio: eu, Thiago Alves (baixo) e Jônatas Sansão (bateria). Tocamos músicas minhas e o único standart que rolou foi um 'rhythm changes' do Count Basie que a gente nunca descobre o nome... O som rolou muito à vontade, sem combinar nada além de quais músicas tocaríamos - como sempre. Veja a foto de Flavio Tsutsumi:
Dia 07 rolou a volta do Som no Souza Moema, iniciando a temporada nos sábados que estão marcados até Julho (ver agenda do meu site e post anterior aqui no blog). O som começou com o grupo de abertura do Abner Paul (bateria). Tocaram com ele o Breno Virícimo (baixo), Fabrício (guitarra), uma saxofonista holandesa chamada Marian (não se a grafia está correta) no alto e o Rafael no sax tenor. A Marian mandou muito bem no solo da "Mumu com Fanta", composição que o Abner, mui generosamente, dedica a mim. E todos fizeram um som muito legal, com várias surpresas boas. Logo em seguida, toquei em trio com o Robson Passos (baixo) e o Jônatas Sansão (bateria). Foi um som de lavar a égua... Clima fantástico; tocamos um samba lento novo meu que ainda não tem nome e mais "Merengue Maneiro", "Dolphin Dance" e outras que não me lembro agora. O Souza Lima Moema recebeu bastante gente logo nessa re-estréia de 2009 e o clima foi especial.
À noite, no mesmo dia 07, toquei no Soulive com o Daniel Latorre (órgão Hammond) e o Wagner Vasconcelos (vulgo Waguinho - na batera). Esse trabalho é o "Hammond Grooves", no qual entrei em 2006. O repertório tem várias músicas legais do Lonnie Smith, Jimmy Smith, Freddie Hubbard, e outros. Nesse sábado, pudemos tocar bem à vontade, mesmo com os problemas que a casa anda tendo com a vizinhança - a velha história dos bares de São Paulo... O som teve bons momentos e vai rolar um sábado por mês no Soulive.
Dia 12, no programa Michel Leme & Convidados, teve o Digão (bateria), João Paulo Barbosa (sax) e Franco Lorenzon (baixo). Tocamos um tema novo meu chamado "Prodigão" e outros como o "Samba dos Excluídos", "Merengue Maneiro" (ambas de minha humilde lavra) e "Minha Saudade" (João Donato). Neste dia rolaram coisas muito boas, muitas aventuras nos finais das músicas e todo mundo afim de ouvir um ao outro - como deve ser. Agora, um fato que chegou a nós via msn, deixou-nos muitíssimo felizes e faço questão de publicá-lo aqui: o Guto Tomaz, guitarrista, tem uma escola chamada C.O.M. no Mato Grosso e simplesmente colocou um telão pra exibir o programa ao vivo pro público que estava na escola nesta quinta-feira! Isso é fantástico, um emocionante exemplo de iniciativa para a divulgação da arte feita de forma honesta. Guto: quebrou tudo, meu chapa! Obrigado!!!!!
Ontem, dia 14, rolou uma maratona com o grupo Michel Leme & A Firma: tocamos no Projeto Toca Brasil na Teodoro Sampaio - iniciativa do Matic que dá certo desde 2000 - e no projeto chamado Jazz Lá em casa, que desta vez aconteceu num espaço na Vila Mariana, na Rua Humberto I. Eu, Cássio Ferreira, Thiago Alves e Jônatas Sansão (o Serginho Machado teve show com o Ney Matogrosso) tocamos músicas do disco Michel Leme & A Firma em ambos os lugares - desprezando totalmente o recurso "vamos tocar um tema conhecido pra agradar", já que o que vale nesse som é se a música acontece ou não, simplesmente! E os dois sons foram muito, muito bons; é maravilhoso poder fazer parte.
É como eu digo sempre: tocar com pessoas que saem de casa pra tocar ouvindo é algo que não tem preço!
E não posso deixar de mencionar os aniversariantes bateras do dia 15/3: Waguinho e Jônatas. Parabéns, amigos! Pelo aniversário e pela disposição em servir à música.
Bem, os sons continuam! Fique de olho na agenda e apareça!
Abração e boa semana a todos,
Michel
terça-feira, 3 de março de 2009
SOM aos SÁBADOS
Armei datas em vários sábados à tarde até julho deste ano. Revezarei entre o auditório da escola Virtuose na Zona Leste de São Paulo (ao lado do metrô Vila Matilde), o Souza Lima Moema (pertinho do Shopping Ibirapuera) e o Projeto Toca Brasil, em frente à loja Matic Instrumentos na Rua Teodoro Sampaio (Pinheiros).
É muito bom tocar em lugares onde as pessoas vão para realmente ouvir o som, isso propicia uma convivência de respeito entre quem toca e quem ouve; o clima é saudável. E o horário da tarde é muito legal, inclusive pelo fato das crianças poderem ouvir o som. É como dizem: a energia de um lugar que as crianças podem freqüentar é outra coisa.
A entrada será franca no Souza Lima Moema e no Projeto Toca Brasil (que é na rua). Na Virtuose a entrada será vendida a preço popularíssimo: R$ 5,00.
A idéia é colocar o som ao alcance de todos e, nos dias de hoje, poder dar opções para as pessoas é uma verdadeira bênção.
Confira na agenda do meu site as datas, horários e locais: é só clicar no título desse post!
Será um prazer recebê-los!
Abração,
Michel
É muito bom tocar em lugares onde as pessoas vão para realmente ouvir o som, isso propicia uma convivência de respeito entre quem toca e quem ouve; o clima é saudável. E o horário da tarde é muito legal, inclusive pelo fato das crianças poderem ouvir o som. É como dizem: a energia de um lugar que as crianças podem freqüentar é outra coisa.
A entrada será franca no Souza Lima Moema e no Projeto Toca Brasil (que é na rua). Na Virtuose a entrada será vendida a preço popularíssimo: R$ 5,00.
A idéia é colocar o som ao alcance de todos e, nos dias de hoje, poder dar opções para as pessoas é uma verdadeira bênção.
Confira na agenda do meu site as datas, horários e locais: é só clicar no título desse post!
Será um prazer recebê-los!
Abração,
Michel
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