sábado, 15 de dezembro de 2007

Mensagem de Final de Ano


* mais uma impressão da xilo feita pelo amigo Roberto Fachini.

Amigos,

Quero agradecer por todas as bênçãos recebidas neste ano que se passou.

Uma delas foi, com certeza, conhecer e manter contato com vários amigos através do site michelleme.com, deste blog, orkut, myspace e sites de amigos, como: Bandas de Garagem, Guitar Clinic, NoCabo.com, Fórum da Guitar Player e outros.

Muitos sons maravilhosos rolaram por aí também, contrariando idéias derrotistas do tipo "música instrumental não tem público" e outras babaquices - que as pessoas insistem em repetir sem pensar... Pois bem (como diria meu avô Durvalino), muita gente ouviu o som, gostou e fez questão de manter o contato pra ouvir mais!

É cada vez mais necessária união para fazer a música chegar nas pessoas, e para poder fazer arte em meio a esse modo de vida besta que o capitalismo impõe. Sejamos criativos e deixemos de lado a arrogância: é tempo de nos unir.

Que haja o diálogo sincero e freqüente entre: músicos e donos de bares; músicos e escolas de música (incluam-se as faculdades nisso); e, principalmente, entre os próprios músicos! Dessa maneira, haverá mais entendimento, união e, conseqüentemente, mais força para a classe musical.

Gostaria, também, de agradecer aos parceiros: Souza Lima, EM&T, Instituto In Concert, Cia. da Música, D'Addario, Rotstage, Playtech, Nux, MG Designer, Instituto Anelo, Single Note Comunicação (Bruno Bacchi) e VS Produtora. Estes, além dos próprios irmãos músicos, ajudaram para que o som rolasse em 2007.

Enfim, desejo a todos um belíssimo ano de 2008!
Que Deus os abençoe muitíssimo e que nos encontremos em vários sons por aí.

Um grande abraço,
Michel Leme

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Workshop VIP - 01/12/2007


Sábado passado rolou o workshop e entrega de prêmios para os sorteados na promoção "Workshop VIP" do meu site junto aos parceiros Nux, D'Addario, Souza Lima, Playtech e Rotstage.

Dos 10 ganhadores, apenas 04 compareceram: Oziel, Victor, Andre e Eliezer. Dessa maneira, o workshop ficou mais VIP ainda! E foi uma tarde muito agradável.


(Na foto: Victor, Eliezer, eu, Andre e Oziel)

Rolaram assuntos interessantes como: eliminar a pressa por reconhecimento (o que só gera desespero e atitudes negativas), como trabalhar com aulas de uma forma mais feliz, dicas bem práticas de estudo (como aproveitar melhor as horas de estudo através do foco em algumas limitações), humor na música, levadas de vários ritmos na guitarra, a necessidade de tocar os temas decor, como melhorar o tempo, etc.

Houve uma grande interação entre os participantes, coisa rara hoje em dia, já que todo mundo só se fala via email, msn, etc. - além do fato da maioria dos músicos só enxergarem uns aos outros como concorrentes. Os caras fizeram ótimas perguntas e foi mais um bate-papo do que uma aula em grupo, o que (felizmente) tem acontecido em meus workshops.


(Eliezer, Andre, Oziel e Victor)

Acho vital promover encontros como este, de natureza informal, mas com diálogos francos e abertos, onde há igualdade entre todos e o compromisso em comum com a evolução.

Ainda rolou um sorteio especial e cada um levou mais um brinde: cordas D'Addario, palhetas afinadoras Planet Waves e um pedal Phaser da Nux. Se deram bem...

Mais uma coisa ótima: a premiação dos 06 ganhadores que faltaram será doada para o Instituto Anelo de Campinas. Mesmo faltando ao workshop, esses 06 amigos puderam proporcionar o bem!

Leia mais comentários sobre o evento no blog do Andre Goes, um dos participantes: http://andrebloggoes.blogspot.com


Agradecimentos especiais:

- aos parceiros: Nux, D'Addario, Souza Lima, Rotstage e Playtech;
- a todos os participantes;
- Lalita e Lima do Souza Lima Moema;
- Flora da Musical Express/D'Addario, pela presença, pelas fotos acima e pela força na organização.

Um grande abraço a todos!
Michel

domingo, 2 de dezembro de 2007

Mais uma matéria do Sergio Buccini

O amigo e excelente luthier Sergio Buccini mandou-me mais uma matéria de grande interesse para quem toca guitarra ou baixo. Nela, ele nos presta um serviço muito importante: traz orientações para comprar um instrumento musical, de modo a evitar dores de cabeça posteriores.

Considero a matéria oportuna, já que, cada vez mais, a gente vê algumas lojas de instrumentos musicais fazendo qualquer coisa para empurrar porcarias para seus clientes. É uma pena, mas é um fato corriqueiro, fruto do materialismo - a avidez pelo lucro imediato faz o ser humano se entregar a todo tipo de idiotices, das quais ele vai se arrepender no futuro -, da falta de ética e da falta de visão de alguns - já que passar à frente coisas boas e com preço justo só multiplicaria o número de clientes.

Precisamos criar mais consciência pra não fazermos mais o papel de otários; isolemos de nossas vidas aqueles que só querem nos lesar.

Aproveitem!

Abraço,
Michel



"Como você tem escolhido seus instrumentos?

Comprar uma guitarra ou contrabaixo pode ser até divertido, mas a verdade é que ninguém entra numa loja apenas com a finalidade da diversão; há um porquê, ou seja, você precisa de um instrumento. Esta tarefa exige consciência plena, preferencialmente livre de preconceitos, estigmas, tabus, induções, etc.
Sabemos o quanto o dinheiro é difícil para nós brasileiros. Embora jamais devêssemos fazer nossa escolha baseada em números quando o assunto é instrumento musical, um dos principais fatores de peso na hora da compra acaba sendo o quanto temos no bolso, infelizmente. Já que tem que ser assim, que assim seja! Mas, dentro desta realidade, o que devemos fazer para otimizar esta relação custo-benefício, efetuando uma compra inteligente, certa e segura?

Fazendo as melhores escolhas

Como prioridade, antes de se dirigir à loja para efetuar a compra, passe o assunto, suas intenções e necessidades a um luthier profissional. Só a experiência de quem convive diariamente com as verdades de cada instrumento será capaz de orientar com sabedoria e imparcialidade. Munido desta orientação, todo processo fica mais fácil, tanto para quem compra como para quem pretende vender. Sendo profissional ou amador, baseado no que você toca ou gostaria de tocar, a primeira questão a ser considerada diz respeito às suas expectativas em relação ao instrumento: o que você espera que ele seja e proporcione para você?

Uma vez certo da resposta, ainda assim, tome cuidado! Vá com muita calma e prudência neste momento. Vivemos num mundo onde quase sempre as imagens e conceitos valem mais que os conteúdos, portanto nunca se deixe levar pela plástica, mitos, ou tão pouco pela “atmosfera” que envolve a hora da compra. Nada contra as técnicas de vendas empregadas pelo mercado, mas para que haja um bom negócio, é imprescindível que haja também um equilíbrio perfeito de conveniências entre vendedores e compradores. Você precisa de tempo e tranqüilidade para analisar e considerar racionalmente suas opções, seu futuro com o instrumento depende de um “agora” bem sucedido. O marketing sincero e positivo vende o produto, mas também lhe dá sem receio a liberdade e a opção da escolha.

Mesmo que inspirado por seu ídolo, lembre-se de que você não é ele, pois tem sua própria maneira de tocar e deseja que seu estilo seja reconhecido à distância; portanto escolha a “sua” guitarra, com a “sua” pegada, “seu” timbre e personalidade, mesmo que a cor não seja bem aquela que tinha em mente - fator irrelevante, ao meu ver, na maioria das vezes, pois não se descarta um bom instrumento por isso.

O segundo aspecto a se considerar pode ser a empatia. Vá direto no modelo com o qual acha que se daria bem, mas lembre-se, conforme o início deste texto: mantenha a mente aberta, esteja consciente e deixe de lado os preconceitos e palpites sem fundamentos técnicos, pois alguma outra proposta inesperada pode surgir e lhe surpreender! Atenha-se às respostas do instrumento em questão e jamais despreze estas prováveis oportunidades. Uma vez que há simpatia com o instrumento, chegou o momento de testá-lo.

Testando!

Limpe sua mente, não espere timbres parecidos com as guitarras de fulano ou de beltrano; trilhe seu próprio caminho, volte o foco de sua atenção para a clareza e definição dos timbres, sustentação sonora, e para a pegada; sinta o conforto e a firmeza da “tocabilidade”; lembre-se, não é você que está em prova, mas, sim, o instrumento. Portanto, não seja o técnico neste momento, seja o músico! Só assim você sentirá fluir a excelência do instrumento que tem nas mãos.

Marcas

As marcas são indicativos, sinônimos de padrão e até de respeito; representam a paternidade do instrumento, mas isto não quer dizer que se deva dispensar os cuidados analíticos mencionados anteriormente apenas em função de um nome. Dentre todas as marcas de instrumentos, incluindo os "hand made", feitos à mão pela arte da Lutheria - dignos de todo respeito pelo mercado verdadeiramente profissional -, costumo dizer que, se foram construídos com amor e critério, são todos muito bons. Basta saber qual o melhor para cada caso, porque, na prática, o som que rola nos palcos e nos estúdios de gravação não vem do poder da assinatura, mas, sim, das qualidades implícitas do instrumento musical em si.

Um detalhe importante: jamais deixe de efetuar um bom negócio em função do “valor de revenda” normalmente agregado a nomes e assinaturas. Isto não procede! Quando um instrumento é realmente bom sobre o ponto de vista já discutido, isto é o que vale e faz a diferença. Certamente, estas qualidades serão sempre reconhecidas pelas mãos e ouvidos dos que realmente amam tocar."

- Sergio Buccini

Contato: sergiobuccini@gmail.com